março 21, 2014

scrapbooking para quem quer começar #6: journaling

Hoje venho com mais um post para as scrappers que estão a começar ou estão a pensar em começar, mas a dica de hoje é mais abrangente e serve a todas. Primeiramente, para quem não leu, vale a pena ir aos cinco primeiros artigos em que falo o que é scrapbook e porque qualquer um podeabraçar o hobby, um glossário com termos e medidas, materiais essenciais, dicaspara começar a criar a sua página e sobre fotografia. Hoje vamos falar um pouco sobre histórias.

Eu confesso, gosto de escrever, por isso para mim é simples escrever.  Porém sei que nem todo mundo tem este gosto e algumas scrappers ao ouvir falar em contar história, como gosto de traduzir não dá importância. Por que eu acho que a história é importante. Para quem leu os post anteriores, lembra-se que mencionei o álbum de fotografia com datas e, às vezes, os nomes das pessoas? Agora imagina que você vai mostrar este álbum a algum amigo que não sabe quem é a Maria, e não sabe o porquê dela estar fazendo cara feia para a câmera. Imagina que você começa a contar esta história e outras enquanto esta pessoa amiga vai observando as páginas a passar. Não acha que é muito mais divertido ver um álbum dum amigo com muitas pessoas que não conhece quando alguém passa as fotografias e conta porque aquelas histórias são importante para ela, o que ela estava fazendo, e coisas deste tipo em vez de apenas rostos a passar? Agora imagina que por algum motivo esta pessoa sai da sala e deixa você com o álbum na mão. O resto do álbum certamente já não terá a mesma emoção que aquela quando a pessoa estava do nosso lado. Agora imagina um álbum de scrapbook com journaling, você tem ali a história contada para quem quiser ver sem necessidade de você ficar repetindo mais uma vez aquela história.

Usando máquina de escrever, para quem não gosta de sua letra.


No meu álbum sobre a minha infância, eu não tenho muitas fotos, mas cada uma das minhas fotos de infância ajudam a contar um pouco sobre quem eu era, o que vivi, o que eu gostava naquele tempo. Eu tenho uma foto com um boneco que me lembro perfeitamente das brincadeiras, eu conto destas brincadeiras e porque eu ainda me lembro dele. Se tem uma foto na minha cama de infância, eu aproveito para falar do meu quarto neste período o que eu gostava dele. Uma foto mais atual sobre o meu grupo de amigos, eu tento dizer onde eu estava, o que fazíamos, ou mesmo porque aquele grupo de amigos é importante para mim. Você tem 30 fotos do seu filho que quer transformar cada uma numa página, pode pensar em representar cada uma característica ou coisa que ama numa página. Os ângulos, ou seja, que história que exatamente quer contar cabe a você decidir.

journaling em blog impresso em vellum.

Apenas para ajudar quem tem dificuldade de escrever, no jornalismo chama-se Lead o primeiro paragrafo do texto. Neste paragrafo do texto jornalístico você deve responder a cinco perguntas: "Quem?", "Quando?", "Onde?", "Como?", e "Por quê?" Pense então em relação a sua história, em quem participa, quando, onde, como e no porque dela ser importante, isso às vezes ajuda se você não tem prática, mas não é essencial. Por exemplo, a scrapper Wilna Funenberg gosta de escrever uma espécie de carta para as filhas sobre o momento ou mesmo algo que ela interessante que as filhas saibam. Por isso não pense no LEAD como uma regra, mas apenas como uma maneira de escrever a história. Outra maneira é imaginar que está contando a história para alguém, mesmo que um resumo.

Journaling à mão.


Outra dica, não se preocupe demasiadamente com regras de português. Quero dizer, é sempre bom que o texto seja claro e sem erros grosseiros, eu particularmente odeio erros de ortografia, mas sinceramente não me preocupo muito com erros de concordância a menos que seja gritante. Não há competição nem um professor que vai corrigir o seu texto. Por isso, dica minha relaxe na hora de escrever e pratique.

Journaling em tiras impressas.

Outra coisa que eu acho importante: escreva a mão de vez em quando pelo menos. Eu confesso, não gosto muito da minha letra, mas vez ou outra escrevo nos meus layouts, às vezes textos enormes. Talvez ninguém se interessa no futuro pelos meus layouts e minha história, sinceramente eu faço por mim, mas acho interessante deixar a minha escrita algures, alguém pode achar importante e se tiver filhos, mais do que as páginas e materiais, eles certamente vão apreciar o registo da sua escrita.

Agora é sua vez, há várias histórias para contar, mesmo que pense que não tenha uma história interessante: coisas que gosta, pessoas que conhece e são importantes, lugares que conhece, eventos que lhe interessam, todas estas coisas servem de história, e às vezes, mais que fotos, são as histórias que merecem ser contadas. E antes de terminar, nada vale na minha opinião uma página cheia de produtos sem uma história. Sinceramente pela minha experiência as pessoas que se interessam pelos meus álbuns, sem ser scrappers, não querem saber se usei a técnica x ou o matéria y, o focus para estas pessoas são as fotos e as histórias, então pense nisso quando criar seu próximo layout.

Para ver o primeiro artigo: Para quem quer começar.
Para ver o segundo artigo: Termos e Medidas.
Para ver o terceiro artigo: Materiais Essenciais e Necessários.
Para ver o quarto artigo: Scraplift e Sketch.
Para ver o into artigo: Fotografia.

Hello Scrappers! Today i have one more Portuguese article talking a little bit about journaling. I love to write, so for me it's easy to write down what I want and I think is so important. And you?

2 comentários:

Ruth G disse...

I love to write, also, and feel it is so important that the page not just be something pretty to look at. It should help whoever is reading it understand why I created the page. What you said about people not taking time to really look at the album if there are no written stories is such a good way of thinking about journaling! Thanks so much for sharing! I hope your post helps others understand why we write and why they should think about doing it, also!

Dulcinea Silva disse...

Thank you so much Ruth! I hope so, because what make scrapbooking worth to me is write down my stories.

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